A estrada, batida pelo calor extremamente húmido de fim de Julho, serpenteia ao longo da encosta alcantilada de São Jorge. O meu objectivo é a Fajã dos Vimes, lá em baixo. À minha frente, deitada ao comprido, acompanhando-me a cada passada, está a ilha do Pico e as suas bossas da ponta oriental. Subo, desço, paro num café de estrada encharcado em suor para beber água quanto baste e sigo caminho.

De vez em quando, numa curva, a estrada abre perspectivas sobre o caminho percorrido. Para trás, já ficou a Calheta encostada ao mar, encaixada numa concha na serra. Num patamar sobre o canal, surge a Ribeira Seca.

Não há nada de particularmente agradável em caminhar num dia assim, quente e muito abafado. Hei-de chegar lá abaixo à Fajã dos Vimes empapado em suor.
Sem comentários:
Enviar um comentário