sábado, 3 de novembro de 2012

LAJES, TERRA DE BALEEIROS

E já ao fim do dia, as pernas dobrando-se em cansaço, a visão alcança as Lajes do Pico lá embaixo. Paro num café junto à estrada repleto de propaganda eleitoral ( estamos ainda nas vésperas das eleições) e onde descubro um cartaz que anuncia baile de chamarritas esse fim de semana na Casa do Povo das Ribeiras. Numa rotunda, ainda antes de começar a descer para a baía das Lajes, um outdoor anuncia Berta Cabral como presidente de todos os açorianos enquanto do outro lado outro outdoor elege Vasco Cordeiro é já o presidente. A resposta viria dias mais tarde, a 14 de Outubro. Muitos ilhéus estão saturados: "Essa porra nunca mais acaba". Eu próprio acabei nos últimos dias por ser interpelado por políticos em campanha que me apertam a mão, me oferecem propaganda e até me batem nas costas. Numa papelaria, explico que sou continental quando um grupo de apoiantes de um partido político chega com t-shirts de diversos tamanhos. "Não tens mais um M?", pergunta uma senhora, "esta acho que não me serve". A minha "política" aparece à entrada das Lajes quando volto a apreciar o Pico, o omnipresente, o totem tutelar que gere o humor dos ilhéus. Nesse dia, o topo cobre-se por um novelo de nuvens. Nas Lajes, como não podia deixar de ser, tudo remete para as baleias, seja em museu, seja na antiga fábrica de baleias transformada em Centro de Artes e Ciências do Mar seja...na calçada portuguesa. pico 39 pico 41 pico 40 pico 38

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