quarta-feira, 12 de setembro de 2012

NO PICO DA ESPERANÇA

pico da esperança É pouco antes de chegar ao Pico da Esperança. Chama-se, penso eu, Morro Pelado. O nevoeiro transforma o local de homenagem ao acidente aéreo de 99 num lugar tétrico, sombrio. A felicidade de chegar ao ponto mais alto da ilha esvaíu-se-me. Um a um, estão ali os nomes dos passageiros, dos que iam a a bordo. O vento fustiga uma imagem muito só de um Cristo afogado na neblina. Quero ali deixar qualquer coisa mas o quê? Tiro o chapéu, rezo, sigo o meu caminho. Quando olho para trás, já não vejo nada. É como se as placas já não estivessem lá. Um muro branco de nevoeiro apoderou-se do caminho, do mundo à nossa volta. pico 3 pico 2

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