Na semana passada, acompanhei as festividades do Divino Espírito Santo na Irmandade da Rua de Baixo, em São Pedro, Angra do Heroísmo. "Na cidade o Espírito Santo começa mais tarde. Normalmente, onde começa mais cedo, em Maio, é nas zonas rurais do lado oeste da ilha, na Serreta, no Raminho", explicou-me um dos mordomos, Paulo Gores, 37 anos.
Este ano, ele e um pai organizaram a festa. "E aqui também existem diferenças. Não fazemos os bodos e o bodo de leite que organizamos é de noite por causa das pessoas terem os seus trabalhos durante o dia na cidade. A tradição era de manhã".

"Aqui a festa é muito diferente", explica Paulo, "no campo as pessoas têm as suas coisas, cada um oferece do que produz. Aqui fazemos dois peditórios, um em Março e outro uma semana antes da festa. No campo, organizam as "funções" (refeições com a sopa do Espírito Santo) para 300, 400 pessoas, aqui chamamos-lhe a "Ceia dos Criadores".
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