quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

NA CALDEIRA

A cidade está lá em baixo junto ao canal banhada pelo sol. Aqui, à borda da Caldeira, o vento sopra com uma intensidade tal que de vez em quando é necessário pregar bem os pés no chão e segurar bem a máquina fotográfica. Outras vezes, enterro o boné na cabeça para não voar. Impelidas pelo vento que sopra sobre a cratera, as nuvens não param de dançar. Cada foto é diferente porque em cada a luz recorta as paredes da Caldeira de forma diversa. Num minuto as lagoas brilham lá no fundo numa tonalidade prateada, no outro jazem baças sob as nuvens que se fecham de novo. Flocos de névoa arrastam-se de um ao outro lado da Caldeira, tapam e destapam por instantes as antenas à minha frente. Apesar de recortado junto à Caldeira, o trilho é seguro e praticamente sem água. Só o vento forte me importuna quando ascendo a uma zona desabrigada. Percorrido grande parte do trilho em volta da cratera, salto para uma estrada em terra batida que me levará por trilhos até ao Capelo. faial 87 faial 79 faial 88 faial 86 faial 90 92

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