VIAGEM A PÉ PELAS NOVE ILHAS DOS AÇORES REALIZADA EM 2012 PELO JORNALISTA NUNO FERREIRA (REVISTA EPICUR E REVISTA ONLINE CAFÉ PORTUGAL, autor do livro "PORTUGAL A PÉ", EDIÇÃO VERTIMAG) APOIO VERTIMAG, Pousadas de Juventude dos Açores e SATA Contacto: nunocountry@gmail.com
domingo, 30 de dezembro de 2012
NA CASA DAS MÁQUINAS DO FAROL DOS CAPELINHOS
Num dia particularmente ventoso e cinzento de Novembro, o vulcão dos Capelinhos é um deserto humano, com excepção de alguns trabalhadores que cuidam de arranjos no exterior e de um casal de estrangeiros que enfrenta a ventania como pode, tira umas fotos e regressa ao carro antes da chuva começar a caír.
OS CAPELINHOS ALI TÃO PERTO
O perfil do vulcão dos Capelinhos ergue-se ao longe e já se avista da estrada, um monumento ao poder telúrico que espreita por debaixo das ilhas como ameaça permanente.
A primeira vez que visitei a zona, em 1986, contavam-se de um e do outro lado da estrada as casas abandonadas. Hoje são muito poucas, existe no Capelo um centro de artesanato, há casas de turismo de habitação e sobretudo aquela obra monumental no subsolo do Farol chamada Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos.
O UNIÃO VULCÃNICO JÁ NÃO JOGA AQUI
sábado, 29 de dezembro de 2012
BALEIAS NO CAPELO
AUGUSTO MACIEL, O HOMEM QUE TOCA BANDOLIM NA MISSA
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Em DIRECÇÃO AOS CAPELINHOS
FRANCISCO GOULART, TOCADOR DE VIOLA DA TERRA, ALMANCES
HORTA-CASTELO BRANCO
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
PORTO PIM
CHAMARRITAS NA HORTA
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
DA MADALENA À HORTA
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
A ILHA DA CHAMARRITA
NO PICO ACIMA DAS NUVENS
ATÉ AO CACHORRO E CAIS DO MOURATO
O LAGIDO OU A CELEBRAÇÃO DO VINHO
No Lagido descubro a face mais turística e promocional das adegas do Pico, esse lugar que quase todas as famílias preservam ao longo da costa como altar de celebração dos prazeres da vida. Ali descem para sorver o vinho, provar caldo de peixe ou as últimas lapas grelhadas apanhadas pelos vizinhos, em especial no Verão. A afluência de muitos turistas e forasteiros para passar os meses de Julho a Setembro no Pico transformou muitas adegas. O Lagido é o lugar ideal para ver como elas eram, em especial junto ao e no Museu do Vinho. Lá está o lagar com a velha prensa em madeira, lá estão os alambiques, as pipas...
PELAS TERRAS NEGRAS ATÉ AO LAGIDO
É uma região de negrume a que percorro de Santa Luzia até ao Lagido. Aquele emaranhado de lava solidificada e as suas mais diversas formas são testemunha viva do que foi o Pico, de como este se ergueu do alto do vulcão e se derramou. Calculo que a zona seja especialmente predilecta de geólogos e vulcanólogos. Admirável o povo que sobreviveu num chão deste calibre.
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