sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

NA PONTA RUIVA

Na Ponta Ruiva, o Corvo mais uma vez a acompanhar-me os passos, peguei uma estrada de asfalto relativamente recente que liga este fim do mundo belo e pastoral à estrada principal Santa Cruz-Ponta Delgada. Como única companhia ao longo da estrada, um ou outro tractor e duas moto-quatro guiadas por jovens da zona. O ronco dos motores ouvia-se à distância de quilómetros. De vez em quando entravam dentro de pastagens, rodopiavam e voltavam à estrada. Quando me saudaram, lembrei-me que era domingo e aquela era provavelmente a sua diversão dominical. Flores 40 Flores 39 Flores 38

NA FAJÃ DA PONTA RUIVA

Antes dos terraços da freguesia da Ponta Ruiva decidi ainda descer ao mundo quase surreal de silêncio da Fajã da Ponta Ruiva. Apetece perguntar onde estão as pessoas que desbravaram aqueles caminhos, que mantêm ali uma outra vaca expectante e solitária, um cavalo perdido entre o mar e a falésia. Ainda procurei um acesso ao mar mas desisti no meio da vegetação da fajã, dos muros em pedra, do canavial, das bananas. Voltei pelo mesmo trilho até cá acima, à Ponta Ruiva, um punhado de casas imersas em terraços verdejantes onde não viverão mais de 50 pessoas e onde a electricidade chegou no final dos anos 80. Flores 36 Flores 32 Flores 33 Flores 35 flores 34

ILHÉU DE ALVARO RODRIGUES VISTO DO TRILHO

No trilho para a Ponta Ruiva ou mais tarde na extremidade direita da Fajã da Ponta Ruiva surgem mais ilhéus, o maior dos quais é chamado de Álvaro Rodrigues. A costa nordeste não para de me surpreender. Flores 30 Flores 29

ATÉ À FAJÃ DA PONTA RUIVA

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ÁGUA A JORROS NO TRILHO

De repente, no meio da vegetação densa, uma grande queda de água rasga a montanha. É, presumo, a Ribeira Funda que desce ali à minha frente em direcção ao mar. Um paraíso para quem gosta de canyoning. Já me satisfazia com um mergulho mas estamos em Dezembro e tenho muita sorte de não estar a chover. Flores 23 Flores 24 flores 25

CEDROS-PONTA RUIVA

Entre Cedros e a Ponta Ruiva, a extremidade norte na direcção da qual caminho nesse dia, começo a encontrar as primeiras dificuldades:muita água e lama a obrigar a saltitar entre as pedras. Nada que aflija os florentinos habituados a passar ali com os animais, quase sempre de galochas. Flores 19 Flores 20 FLORES 21 Flores 22

A CAMINHO DOS CEDROS

Já a caminho da freguesia dos Cedros, uma pequena clareira abre-se na floresta e permite ver pela última vez a Baía da Alagoa lá em baixo enquanto o corpo pede-me que siga, que ainda há muito para caminhar para norte. A paragem no improvisado miradouro serviu para retemperar forças e encher a vista com o azul marcante da baía. Santa Cruz das Flores ainda espreita ao fundo. Flores 16 Flores 17 flores 18

BAÍA DA ALAGOA

A Baía da Alagoa num dia enevoado de Dezembro de 2012. Dos cinco ilhéus o mais impressionante parece ser o Comprido, um obelisco de 72 metros implantado no meio do mar. Pena não ser Verão para mergulhar nas águas que oscilam entre as rochas e os calhaus da praia. Flores 14 faial 10

ARAME

A caminho da Baía da Alagoa, atravessando a ribeira, encontrei esta engenhoca em arame, usada há muito para transportar bens de um lado para o outro. flores 11 flores 12

NA COSTA NORDESTE

De repente, um caminho à direita da estrada leva-me a um dos melhores spots da costa nordeste, a Baía da Alagoa e os seus ilhéus. Por cima da baía e da pequena praia fica um parque de lazer mas o ideal é mesmo descer lá abaixo à praia. flores 13 Flores 15

A CAMINHO DO NORDESTE

A montanha surge por detrás da Igreja da Nossa Senhora de Lourdes, na Fazenda de Santa Cruz, terra de ribeiras e onde existiam muitos moinhos de água. Numa curva da estrada, o Corvo, sempre ele, aparece ao longe e acompanhar-me-á durante grande parte da caminhada pelo norte das Flores. Flores 5 Flores 3 faial 9 Flores 8 Flores 4

DIRECÇÃO NORTE DA ILHA

Flores 6 Saí de Santa Cruz das Flores em direcção ao norte da ilha, aproveitando uma janela de bom tempo prevista para os primeiros dias de estadia.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

NAS FLORES

Flores 1 E esta? Preparado para enfrentar chuva e vento, cheguei às Flores com um tempo surpreendentemente seco que se prolongou pelos primeiros dias de Dezembro.

NOVEMBRO NO FAIAL

Novembro, cidade da Horta. Até o Peter's, a grande instituição local, parece esperar pelo bom tempo, pelo mar tranquilo do Verão, dos iates, dos "whale watchin'". Horta 1 Horta 2

NO TRILHO DOS DEZ VULCÕES

O trilho dos dez vulcões ajudou-me a continuar a atravessar a ilha, desta vez da Caldeira até ao Capelo. O trilho prossegue ainda do Capelo aos Capelinhos. A parte mais complicada foi lidar com a água e lama na levada. faial 94 faial 95 faial 96 faial 97 faial 98 faial 99 faial 100 faial 101 102

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

NA CALDEIRA

A cidade está lá em baixo junto ao canal banhada pelo sol. Aqui, à borda da Caldeira, o vento sopra com uma intensidade tal que de vez em quando é necessário pregar bem os pés no chão e segurar bem a máquina fotográfica. Outras vezes, enterro o boné na cabeça para não voar. Impelidas pelo vento que sopra sobre a cratera, as nuvens não param de dançar. Cada foto é diferente porque em cada a luz recorta as paredes da Caldeira de forma diversa. Num minuto as lagoas brilham lá no fundo numa tonalidade prateada, no outro jazem baças sob as nuvens que se fecham de novo. Flocos de névoa arrastam-se de um ao outro lado da Caldeira, tapam e destapam por instantes as antenas à minha frente. Apesar de recortado junto à Caldeira, o trilho é seguro e praticamente sem água. Só o vento forte me importuna quando ascendo a uma zona desabrigada. Percorrido grande parte do trilho em volta da cratera, salto para uma estrada em terra batida que me levará por trilhos até ao Capelo. faial 87 faial 79 faial 88 faial 86 faial 90 92