quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

NA CALDEIRA

A cidade está lá em baixo junto ao canal banhada pelo sol. Aqui, à borda da Caldeira, o vento sopra com uma intensidade tal que de vez em quando é necessário pregar bem os pés no chão e segurar bem a máquina fotográfica. Outras vezes, enterro o boné na cabeça para não voar. Impelidas pelo vento que sopra sobre a cratera, as nuvens não param de dançar. Cada foto é diferente porque em cada a luz recorta as paredes da Caldeira de forma diversa. Num minuto as lagoas brilham lá no fundo numa tonalidade prateada, no outro jazem baças sob as nuvens que se fecham de novo. Flocos de névoa arrastam-se de um ao outro lado da Caldeira, tapam e destapam por instantes as antenas à minha frente. Apesar de recortado junto à Caldeira, o trilho é seguro e praticamente sem água. Só o vento forte me importuna quando ascendo a uma zona desabrigada. Percorrido grande parte do trilho em volta da cratera, salto para uma estrada em terra batida que me levará por trilhos até ao Capelo. faial 87 faial 79 faial 88 faial 86 faial 90 92

NA ESTRADA PARA A CALDEIRA

Já na freguesia dos Flamengos a vista alcança o vale e o Pico ao fundo. Nesse dia, ouvem-se rugidos dos carros de um rally. Numa parte da subida, passam alguns em velocidade por mim. Felizmente, no cruzamento junto à Ermida de São João seguem em frente e eu sigo à direita na estrada da Caldeira. Exceptuando uma ou outra viatura transportando turistas, a estrada está por minha conta. Faial 70 faial 72 faial 73 faial 74 faial 76 faial 77

O PICO COM NEVE EM NOVEMBRO

Enquanto vou subindo em direcção à Caldeira, o Pico com o topo coberto de neve vai-me acompanhando à distância faial 75 faial 69

A CAMINHO DA CALDEIRA

Deixo de novo a cidade, desta vez empenhado em atravessar o Faial pelo interior, primeiro até à Caldeira, depois contornando a cratera e descendo até ao Capelo pelo trilho dos Dez Vulcões. Junto à Torre do Relógio dá para ver o Pico com neve, uma neve precoce de Novembro. faial 67 faial 68

DESFILE DE BANDAS FILARMÓNICAS NA HORTA

Festas de Santa Cecília. Numa manhã cinzenta de um domingo de Novembro, a pacatez das ruas da cidade da Horta dão lugar ao desfile das bandas filarmónicas do Faial todas em romagem à Matriz. faial 85 faial 84 Faial 80 faial 81 faial 82

AS CASAS DA HORTA

Saí da Horta pelo bairro popular de Porto Pim e regressei por outra zona antiga, a Conceição. O miolo da cidade é povoado, no entanto, por estilos arquitectonicos que marcam diferentes fases da sua história e da sua burguesia: Solares do século XVIII, casas construídas no início do século XX pelas empresas de cabos submarinos, edifícios de influência americana com as torrinhas em madeira, exemplares de arquitectura do Estado Novo e o arte déco que marcou a Horta pós-terramoto de 1926. faial 63 faial 66 faial 65 faial 64 faial 60 faial 61

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

FIM DA TARDE NA HORTA

horta cavalo De repente, cumprida uma curva, só ali estou eu e o cavalo. Os automobilistas espreitam por detrás das vidraças dos respectivos automóveis. Uma luz ténue rompe de vez em quando por entre as nuvens que encobrem a Horta sorumbática de Novembro. Por instantes, as águas de estanho iluminam-se até ao Monte da Guia. Apetece ficar ali, entre o vento que espicaça o canavial, as ervas da Espalamaca, a visão livre do canal, as costas para o asfalto. Um barco risca as águas paradas e cinzentas com um círculo que se desfaz em pequena ondulação daí a pouco.

NA ESPALAMACA

Finalmente a Espalamaca, assediada pelo vento, encoberta e entristecida pelas nuvens de Outono. Lá à frente a Ilha do Pico sob um tecto de nuvens cinza. No miradouro da Nossa Senhora da Conceição, debaixo dos quase 30 metros de cimento da cruz e da imagem em mármore, a Horta lá em baixo. Cá em cima pastam cavalos e vacas, numa atmosfera campestre que bordeja a periferia da cidade dos iates e dos cabos teleféricos, dos hidroaviões e agora, do Parlamento Regional. faial 56 faial 57 faial 58 faial 59

ALMOXARIFE

faial 52 faial 53 Na estrada principal, já se sente a proximidade em relação à Horta. Como gosto pouco de trânsito, volto a descer por uma estrada secundária, desta vez em direccção ao mar e à Praia de Almoxarife, entalada entre duas lombas. Ao fim da descida da primeira lomba, uma marca, mais uma, da emigração: A Rua New Bedford. Mais à frente, numa praia que em Novembro está praticamente vazia, descubro uma velha posição militar dos tempos da IIª Guerra Mundial, quando aliados e nazis jogavam ao gato e ao rato em águas dos Açores faial 52a faial 54 faial 55 As ondas vagueiam de cá para lá lambendo o areal de cinza sem pressas. À frente, o Pico esconde-se mais uma vez debaixo de um toalhão de nuvens. O background de Almoxarife, o vale, é pastoril, bucólico. Chuviscos marcam a minha retirada pelo lado oposto, à conquista da Lomba da Espalamaca e de poder avistar finalmente a cidade da Horta do outro lado.

domingo, 13 de janeiro de 2013

EM PEDRO MIGUEL

Toda a zona foi bastante atingida pelo sismo de 9 de Julho de 1998. Além das casas, muito património religioso foi afectado. É o caso da Igreja da Nossa Senhora da Ajuda, em Pedro Miguel. faial 49 faial 50

DA RIBEIRINHA A PEDRO MIGUEL

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RIBEIRINHA

Larguei a estrada principal pouco depois de passar Espalhafatos, atraído pela imagem ao longe da torre de uma Igreja em ruínas num vale onde a maioria das casas pareciam recentes. A Igreja em ruínas é a de São Mateus, na Ribeirinha, curiosamente uma igreja que fora edificada na sequência de um terramoto, o de 1926 e que acabou em Julho de 1998 por ser vítima de outro cujo epicentro foi localizado a cinco quilómetros da Ponta da Ribeirinha. Desde 98 que está assim, apesar de muitos edifícios da zona já terem sido recuperados e outros terem sido construídos de novo. Também em ruínas ali perto, o Farol da Riberinha. imagem ribeirnha 46a faial 44a faial 45a

À ESPERA DO AUTOCARRO

Ao longo da estrada, entre Cedros e a Ribeirinha, vou encontrando paragens de autocarro com decoração digamos que...etnográfica e que servem de intermezzo às habituais mensagens amorosas dos adolescentes faial 45 faial 46 faial 48

ENTRE CEDROS, SALÃO E ESPALHAFATOS

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