domingo, 27 de maio de 2012

A CAMINHO DE SÃO LOURENÇO

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DE LAPA DE BAIXO A SANTO ANTÓNIO

Cá em cima, de novo, o mundo está posto em sossego. Caminho pelos lugares de Lapa de Baixo e Lapa de Cima até perceber que a estrada que tomei não tem saída. Percebi um aceno de um homem dentro da cabine do seu tractor como um incentivo a continuar mas acabo perto de uma das pontas da recortada costa leste da ilha, provavelmente a Ponta do Morgado. Lá em baixo, a Baía do Cura antecipa a Baía que procuro, a de São Lourenço, mais a norte mas vou ter de voltar para trás e rumar a Santo António. P1050313 P1050321 P1050325 Santo António

DE NOVO A CASCATA DO AVEIRO

P1050286 Reencontrei a cascata e a ribeira do Aveiro já a meio do trilho que me trouxe desde a Maia. Cá em cima, apenas alguma vacas num pasto protegidas por um muro. Contorno a ribeira e espreito a queda cá de cima. A água desaba perto de mim sem testemunhas.

NO TRILHO QUE LEVA AO TOPO

P1050283 Larguei a Maia pelo trilho que sobe entre os muros e as vinhas até chegar a um patamar onde vou reencontrar a cascata da Ribeira do Aveiro.

LAGAR

P1050215 Junto à cascasta e aos muros que levam às vinhas da Maia fica este antigo lagar, datado de 1579.

CASCATA DO AVEIRO, NA MAIA

P1050207 Ao fundo do casario da Maia e das vinhas, junto ao mar, fica a Cascata do Aveiro, que voltarei a encontrar quando empreender o trilho que me levará até lá acima pelos vinhedos.
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A MAIA À ESPERA DO VERÃO

P1050244 Como São Lourenço e como os Anjos, na costa norte da ilha, quase ninguém vive na Maia durante o ano. A maioria das casas estão fechadas à espera de Julho e Agosto quando vêem os forasteiros e os emigrantes dos Estados Unidos e do Canadá.

PONTA DO CASTELO

Finalmente, isolado em frente ao mar, o farol de Gonçalo Velho, na Ponta do Castelo onde há tempos um canal de televisão fez uma reportagem sobre a faroleira. A mim resta-me descer em sucessivas curvas até à Maia, do lado direito, entre muros de vinhas e a presença súbita dos rochedos. P1050160 P1050162 P1050161
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A CAMINHO DA MAIA

Depois da estrada solitária de Malbusca, pego a estrada principal em direcção à Ponta do Castelo e à Maia, já na costa leste. Encontro uma ou outra casa mariense em ruínas mas bastante recuperadas. Meto o nariz nas ruínas do que deve ter sido uma taberna. O casario é disperso. Os marienses vivem em paz em suas casas ou em redor delas. Vejo muito pouca gente. Um homem pergunta-me se quero comprar uma casa típica. Daí a pouco tempo já está a observar o cavalo que o espera num prado perto de casa. E as casas brancas, sempre modelando a paisagem, acompanhando-me estrada fora. P1050150 P1050139 P1050136 P1050124 P1050114 P1050095 P1050086

PONTA DE MALBUSCA

P1050081 Um sentimento intenso de paz e liberdade apodera-se na zona da Ponta de Malbusca onde os sons são os do vento e do restolhar da vegetação. P1050080

quarta-feira, 23 de maio de 2012

NA COSTA SUL EM DIRECÇÃO A MALBUSCA

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PRAIA FORMOSA

Nesta altura do ano, a Praia Formosa ainda espera pelos veraneantes. Um ou outro casal pára no bar de praia, um grupo de homens restaura uma casa e como em muitos outros lugares da ilha, apetece dizer: "está tudo para fora". Um homem jovem apara a relva do parque do campismo e saúda-me quando me vê calcorrear a marginal vazia, o mar embatendo contra o cimento e escondendo a famosa areia branca. P1040962 P1040967 P1040960 P1040951 P1040947 P1040940 P1040918 P1040907

PRIMEIRA CHAMINÉ DE VAPOR

P1040882 Entre Vila do Porto e a Praia Formosa, encontrei a primeira casa com chaminé de vapor, que dizem os entendidos, ser inspiradas nos barcos a vapor que levavam e traziam os emigrantes para o Brasil.

NA COSTA SUL

P1040880 Nada como mudar de ilha para constatar o que já li e escutei há muito: Os Açores são nove pedaços de universo diferentes. As diferenças em relação a São Miguel são muito óbvias, a começar, por exemplo, aqui, pelo gado, destinado à produção de carne e não de leite como na vizinha ilha mais a norte.

VILA DO PORTO

Vila do Porto é um local muito sossegado em Maio, onde todos se conhecem. Exceptuando o Verão, quando chegam os emigrantes e os forasteiros de férias, a vila é o local onde todos tratam dos assuntos do dia a dia e se encontram. Nas freguesias por toda a ilha, o povoamento é muito disperso e as pessoas vivem em casa ou tratando dos terrenos ou das vacas por perto, na paz dos deuses. Santa Maria não sabe o que é insegurança. P1040855

CHEGADA A SANTA MARIA

Estava a chover na "Ilha do Sol" o que não deixa de ser contraditório com a imagem que tem sido vendida da Ilha de Santa Maria. O facto é que o Inverno foi benigno e soalheiro e as chuvas chegaram tarde, tal como em São Miguel. Naquele dia, 4 de Maio, estava ansioso por me põr a andar pelos recantos mais obscuros de Santa Maria, indiferente aos comentários habituais de que a ilha se vê num dia. A pé é tudo muito mais vasto, diversificado, intricado. P1040842

segunda-feira, 21 de maio de 2012

SANTA MARIA

E finalmente, depois de ter vindo ao continente para resolver um pequeno problema, cheguei a Santa Maria dia 4 de Maio...de avião...