sábado, 14 de abril de 2012

PONTA GARÇA

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Atravessei as ruas de Ponta Garça ainda sob os resquícios da chuva e as marcas no asfalto da Procissão do Senhor dos Passos. Aqui e ali, moradores saíam à rua de vassoura na mão para varrer o tapete de flores empapado e amassado e calcado pelos fiéis, crentes à mercê do dilúvio.

PRAIA D'AMORA

Para chegar à Praia D'Amora é preciso descer um caminho em terra batida. Nesse dia turbulento e de chuva incessante, cruzei-me com dois pescadores até poder pisar a areia da praia negra e vazia, escondida do mundo pelas arribas.

AMORA 1

AMORA 2

AMORA 3
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Estava eu a descer sob chuva intensa uma rampa para a Praia D'Amora e Ponta Garça quando dou com esta criatura de Deus tão ou mais encharcada que a lente da minha máquina. A única vivalma num raio de quilómetros de água da chuva e asfalto.

ENTRE AS FURNAS E PONTA GARÇA SOB CHUVA

Naquele dia, estava escrito que a chuva não daria tréguas e não deu, embora tenha aliviado um pouco à chegada ao litoral.
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Estrada a caminho de Ponta Garça
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Ainda junto à Lagoa das Furnas
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A CHUVA VEIO DE MANSINHO NA LAGOA DAS FURNAS

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Quando começou a chuviscar, ainda era possível assistir ao ir vir de carrinhas por volta do meio dia de domingo passado para retirar do solo vulcânico as panelas do cozido. Homens chegavam com listas de encomendas para restaurantes diferentes: "esta é para o grupo de suecos". Mal se apercebiam que mais um buraco ia ser destapado, os turistas aproximavam-se e aqui o "turista" também.
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Por perto, a lagoa repousava na mesma tranquilidade bucólica de sempre. Gostei especialmente do deslizar na placidez das águas de uma família ou comunidade de patos.
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O céu abateria-se furiosamente sobre a Lagoa das Furnas momentos mais tarde.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

FURNAS COM SOL

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Foi assim que encontrei as Furnas, ainda com sol, antes de uma sequência de dias chuvosos que pareciam não ter fim
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sábado, 7 de abril de 2012

RIBEIRA QUENTE

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A Ribeira Quente, finalmente, depois de uma caminhada extenuante desde Faial da Terra. Depois da solidão do trilho, desemboquei numa ruela e dei com uma parte substancial da população da Ribeira Quente a gozar o feriado de sexta-feira da Páscoa junto ao barcos do porto ou nos cafés circundantes.
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Quase na Ribeira Quente, a Ponta do Garajau ao fundo

NA PONTA DO GARAJAU

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Já perto da Ribeira Quente, a Ponta do Garajau. Quem tiver coragem suficiente para enfrentar os cães da propriedade pode ser que consiga chegar lá bem à ponta. Eu preferi seguir até à Ribeira Quente.
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A Povoação já ficou bem lá ao longe.
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A caminho da Ribeira Quente pelo trilho do Agrião
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Lomba do Carro
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Povoação
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EMIGRAÇÃO PARA A BERMUDA

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É na Povoação que a emigração para a pequena ilha da Bermuda se sente com mais força, de tal maneira que as lombas periféricas à vila, sobretudo a Lomba do Cavaleiro e a Lomba do Loução estão marcadas pelas casas dos emigrantes. Muitos privilegiam moradias espaçosas, com amplos relvados e palmeiras, não tivessem vindo de um cenário tropical onde onde um dos trabalhos mais remunerados é a jardinagem
Tenho conversado bastante com ex-emigrantes na ilha, uns que trabalharam na restauração, outros na hotelaria e muitos na jardinagem em mansões milionárias. "Já se ganhou muito dinheiro na Bermuda, pagavam muito bem".
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Povoação
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